Muita gente acredita que, se os motores de um avião pararem, ele simplesmente cai. Na prática, isso não é verdade. Um avião comercial é projetado para planar por dezenas de quilômetros, mesmo com todos os motores desligados.
Isso acontece porque o avião não depende dos motores para se manter no ar, mas sim da sustentação, que é gerada pelo formato das asas e pelo deslocamento do ar sobre elas. Enquanto o avião tiver velocidade e altitude, ele continua voando — mesmo sem empuxo.
Em média, um jato comercial moderno tem uma razão de planeio de cerca de 15:1 a 18:1. Isso significa que, para cada 1.000 metros de altitude, o avião pode percorrer entre 15 e 18 quilômetros na horizontal. A 10.000 metros de altitude, por exemplo, isso representa mais de 150 km de alcance em planeio.
Durante uma pane total de motores, os pilotos ajustam a aeronave para a chamada velocidade de melhor planeio, que maximiza a distância percorrida. Os sistemas essenciais continuam funcionando graças à RAT (Ram Air Turbine) — uma pequena hélice que se projeta do avião e gera energia elétrica e hidráulica usando o vento relativo.
Casos reais comprovam isso. Em 1983, o famoso “Gimli Glider”, um Boeing 767 que ficou sem combustível, planou por cerca de 80 km até pousar com segurança. Em 2009, um Airbus A320 pousou no Rio Hudson após perda total de motores, mantendo pleno controle da aeronave até o toque na água.
Esses exemplos mostram que a aviação é baseada em redundância, aerodinâmica e treinamento, e que um avião sem motores ainda é, essencialmente, um planador altamente sofisticado.
foto retirada de/// poder 360






