Durante a fase final do pouso, é comum observar que a aeronave levanta levemente o nariz pouco antes de tocar a pista. Esse movimento é chamado de flare e faz parte do procedimento padrão de pouso em aeronaves comerciais.
O flare consiste em um aumento controlado do ângulo de ataque, realizado a poucos metros do solo. Ao inclinar o nariz para cima, o piloto reduz gradualmente a taxa de descida vertical, permitindo que o avião perca altitude de forma mais suave. Esse ajuste é fundamental para evitar um contato brusco com a pista.
Do ponto de vista aerodinâmico, o flare provoca um aumento momentâneo da sustentação gerada pelas asas, ao mesmo tempo em que eleva o arrasto, contribuindo para a redução da velocidade. Esse equilíbrio permite que a aeronave toque o solo na atitude correta, com as rodas do trem de pouso principal entrando em contato com a pista antes do trem de pouso do nariz, conforme o projeto estrutural da aeronave.
Além da segurança, o flare também tem impacto direto na preservação da aeronave. Um pouso sem essa manobra geraria cargas excessivas sobre o trem de pouso, a fuselagem e os sistemas internos, aumentando o desgaste e os custos de manutenção.
Durante essa fase, os pilotos realizam ajustes finos de potência dos motores, geralmente reduzindo-os para a marcha lenta, enquanto mantêm o controle preciso da atitude da aeronave. Em condições normais, essa etapa pode ser executada manualmente ou com o auxílio do sistema de pouso automático, que reproduz o flare com extrema precisão.
Portanto, levantar o nariz antes do pouso não é um movimento aleatório, mas sim uma manobra essencial, baseada em princípios de aerodinâmica, engenharia e segurança operacional, garantindo um pouso estável, controlado e confortável.
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