Companhias aéreas que operam voos internacionais para Cuba estão sendo obrigadas a rever procedimentos operacionais e logísticos diante da indisponibilidade de combustível de aviação nos aeroportos do país. A situação afeta rotas comerciais regulares e pode resultar em alterações de horários, redução de frequências e aumento de custos operacionais para as empresas.
De acordo com informações do setor aeronáutico, aeroportos cubanos enfrentam dificuldades no fornecimento de querosene de aviação (Jet A-1), o que impede o reabastecimento das aeronaves no destino. Diante desse cenário, companhias passaram a operar com combustível suficiente para o voo de ida e retorno ou a programar escalas técnicas em aeroportos de países vizinhos para reabastecimento.
A exigência de transportar maior volume de combustível impacta diretamente o planejamento dos voos. O peso adicional pode limitar a quantidade de passageiros, bagagens e cargas, além de elevar o consumo durante a decolagem. Especialistas apontam que aeronaves de médio porte são as mais afetadas, por possuírem menor margem operacional para absorver esse tipo de ajuste sem comprometer a eficiência do voo.
O problema atinge companhias da América do Norte, América Latina e Europa, especialmente aquelas que atendem destinos turísticos como Havana, Varadero e outras cidades da ilha. Algumas empresas já avaliam medidas temporárias, como ajustes na malha aérea, reprogramação de voos e, em casos específicos, suspensão pontual de operações.
Autoridades cubanas ainda não informaram um prazo oficial para a normalização do abastecimento. Enquanto isso, o setor aéreo acompanha a situação com cautela, considerando os impactos sobre o turismo — um dos principais pilares da economia do país — e sobre a conectividade internacional de Cuba.
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